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COD. 106471
Stelara 130mg F/A 26mL IV (Ustequinumabe) (T)
Stelara® é indicado para adultos com Doença de Crohn ou colite ulcerativa ativas, moderadas a graves, que não responderam, perderam resposta, foram intolerantes ou têm contraindicação à terapia convencional, biológica ou anti-TNF-alfa.
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IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO
Stelara®
ustequinumabe
Solução para Diluição para Infusão
APRESENTAÇÕES
Solução para diluição para infusão de Stelara® 130 mg/26 mL para infusão intravenosa em embalagem com 1
frasco-ampola.
USO INTRAVENOSO
USO ADULTO
COMPOSIÇÃO
Cada mL de solução para diluição para infusão de Stelara® para infusão intravenosa contém 5 mg de
ustequinumabe.
- 130 mg/26 mL.
Excipientes: edetato dissódico di-hidratado, L-histidina, cloridrato de L-histidina monoidratado,
levometionina, polissorbato 80, sacarose, água para injetáveis.
INFORMAÇÕES AO PACIENTE
1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Doença de Crohn
Stelara® é indicado para o tratamento de pacientes adultos com Doença de Crohn ativa de moderada a grave,
que tiveram uma resposta inadequada, perda de resposta ou que foram intolerantes à terapia convencional ou
ao anti-TNF-alfa ou que tem contraindicações médicas para tais terapias.
Colite Ulcerativa
Stelara® é indicado para o tratamento de pacientes adultos com Colite Ulcerativa ativa moderada a grave, que
tiveram uma resposta inadequada, perda de resposta ou que foram intolerantes à terapia convencional ou à
terapia com medicamentos biológicos ou que tem contraindicações para tais terapias.
2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Stelara® é um anticorpo monoclonal IgG1?appa completamente humano que se liga com alta afinidade e
especificidade à subunidade proteica p40 das citocinas humanas: interleucina (IL)-12 e IL-23. Stelara® inibe
a bioatividade da IL-12 e da IL-23 humanas impedindo que essas citocinas se liguem ao seu receptor proteico
IL-12Rbeta1 expresso na superfície das células do sistema imunológico. Stelara® não se liga a IL-12 nem a
IL-23 pré-ligada aos receptores de superfície celular IL-12Rbeta1. Assim, não é provável que Stelara®
contribua para a citotoxicidade mediada por complemento ou anticorpo da célula que tem o receptor. A IL-12
e IL-23 são citocinas heterodiméricas secretadas pelas células apresentadoras de antígeno ativadas, como
macrófagos e células dendríticas. A IL-12 estimula as células “natural killer” (NK) e conduz a diferenciação
das células T CD4+ para o fenótipo de células auxiliares T1 (Th1) e estimula a produção de gamainterferona
(IFN?). A IL-23 induz a via da célula auxiliar T17 (Th17) e promove a secreção de IL-17A, IL-21 e IL-22. Os
níveis de IL-12 e IL-23 são elevados na pele e no sangue de pacientes com psoríase, e a IL12/23p40 sérica faz
a distinção entre pacientes com artrite psoriásica e indivíduos sadios, implicando a IL-12 e IL-23 na
fisiopatologia de doenças inflamatórias psoriásicas. Polimorfismos genéticos nos genes da IL-23A, IL-23R e
IL-12B conferem susceptibilidade a estas doenças. Adicionalmente a IL-12 e a IL-23 são altamente expressas
na pele psoriásica lesionada e a indução de INF? mediada pela IL-12 está correlacionada com a atividade da
doença psoriásica. Células T responsivas para IL-23 foram encontradas na êntese em um modelo de artrite
inflamatória de camundongo, onde a IL-23 dirige a inflamação da êntese.
Além disso, há evidência pré-clínica implicando a IL-23 e vias descendentes na erosão óssea e destruição
óssea através do aumento do ligante do receptor ativador do fator nuclear-kappa B (RANKL), a qual ativa os
osteoclastos.
Em pacientes com doença de Crohn, IL-12 e IL-23 estão elevadas nos intestinos e gânglios linfáticos. Isto é
acompanhado por aumento sérico dos níveis de IFN? e IL-17A, sugerindo que a IL-12 e IL-23 promovem a
ativação do Th1 e Th17 na doença de Crohn. Tanto a IL-12 quanto a IL-23 também podem estimular a
produção de TNF-alfa por células T, resultando na inflamação intestinal crônica e lesão das células epiteliais.
Associações significativas foram encontradas entre a doença de Crohn e polimorfismos genéticos nos genes
IL23R e IL12B, sugerindo um potencial papel causal para a IL-12/23 de sinalização na doença. Isto é
suportado pelos dados pré-clínicos que demonstram que a sinalização IL-12/23 é necessária para a lesão
intestinal nos modelos de rato para doença inflamatória intestinal.
Através da ligação às subunidades p40 compartilhadas da IL-12 e IL-23, Stelara® exerce seus efeitos clínicos
na psoríase, artrite psoriásica, doença de Crohn e colite ulcerativa pela interrupção das cascatas das citocinas
associadas às Th1 e Th17, que são fundamentais para a patologia destas doenças.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
O uso de Stelara® não é indicado para pessoas com hipersensibilidade grave ao ustequinumabe ou a qualquer
um dos excipientes do produto.
4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Rastreabilidade
De forma a melhorar a rastreabilidade dos medicamentos biológicos, o nome comercial e o número de lote do
medicamento administrado devem ser claramente registrados.
Infecções
Stelara® é um imunossupressor seletivo e pode ter o potencial de aumentar o risco de infecções e reativar
infecções latentes.
Em estudos clínicos, infecções bacterianas, fúngicas e virais graves têm sido observadas em pacientes
recebendo Stelara®.
Stelara® não deveria ser administrado a pacientes com infecção ativa clinicamente importante. Deve-se ter
cautela ao considerar o uso de Stelara® em pacientes com infecção crônica ou história de infecção recorrente.
Antes de iniciar o tratamento com Stelara®, os pacientes devem ser avaliados para infecção por tuberculose.
Stelara® não deve ser administrado a pacientes com tuberculose ativa. O tratamento de infecção de
tuberculose latente deve ser iniciado antes da administração de Stelara®. A terapia antituberculose também
deve ser considerada antes do início de Stelara® em pacientes com história pregressa de tuberculose latente
ou ativa nos quais um curso adequado de tratamento não puder ser confirmado. Os pacientes que recebem
Stelara® devem ser monitorados rigorosamente para sinais e sintomas de tuberculose ativa durante e após o
tratamento.
Os pacientes devem ser orientados a procurar ajuda médica se ocorrerem sinais ou sintomas sugestivos de
infecção. Se um paciente desenvolver uma infecção grave, deve ser monitorado rigorosamente e Stelara® não
deve ser administrado até a resolução da infecção (vide “Quais os males que este medicamento pode
causar?”).
Malignidades
Stelara® é um imunossupressor seletivo. Agentes imunossupressores têm o potencial de aumentar o risco de
malignidade. Alguns pacientes que receberam Stelara® em estudos clínicos desenvolveram malignidades
cutâneas e não cutâneas (vide “Quais os males que este medicamento pode causar?”).
Stelara® não foi estudado em pacientes com história de malignidade. Deve-se ter cautela quando se
considerar o uso de Stelara® em pacientes com história de malignidade ou continuar o tratamento em
pacientes que desenvolverem uma malignidade.
Todos os pacientes, em particular aqueles com idade superior a 60 anos, com histórico de tratamento
prolongado com imunossupressores ou aqueles com um histórico de tratamento PUVA, devem ser
monitorados para o aparecimento de câncer de pele não-melanoma.
Reações de hipersensibilidade sistêmica e respiratória
Sistêmica
Na experiência de pós-comercialização, foram reportadas reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia e
angioedema. Se ocorrer reação anafilática ou outra reação alérgica grave, deve ser instituída terapia adequada
e a administração de Stelara® deve ser descontinuada.
Respiratória
Casos de alveolite alérgica, pneumonia eosinofílica e pneumonia organizativa não infecciosa foram
reportados durante a pós aprovação do uso de ustequinumabe. As apresentações clínicas incluíram tosse,
dispneia e infiltrados intersticiais após uma a três doses. Resultados graves incluíram insuficiência respiratória
e hospitalização prolongada. Foi relatada melhora após a descontinuação do ustequinumabe e também, em
alguns casos, administração de corticosteroides. Se a infecção tiver sido excluída e o diagnóstico for
confirmado, descontinue o ustequinumabe e institua o tratamento apropriado (vide “Quais os males este
medicamento pode nos causar”).
Imunizações
Recomenda-se que as vacinas bacterianas ou virais vivas não sejam administradas concomitantemente com
Stelara®.
Não existem dados disponíveis sobre a transmissão secundária de infecção por vacinas vivas em pacientes
recebendo Stelara®. Aconselha-se precaução ao administrar algumas vacinas vivas para contatos domiciliares
dos pacientes que recebem Stelara® devido ao risco potencial a partir do contato familiar e transmissão para o
paciente.
Os pacientes que recebem Stelara® podem receber vacinas inativadas ou vacinasnão-vivas.
O tratamento em longo prazo com Stelara® não suprime a resposta imune humoral para as vacinas contra
tétano ou pneumocócica polissacarídica.
Algumas vacinas são contraindicadas para quem está tomando imunossupressor. Antes de tomar
qualquer vacina, informe ao profissional de saúde que você está tomando medicamento
imunossupressor.
Imunossupressão
Nos estudos em psoríase, a segurança e a eficácia de Stelara® em combinação aos agentes imunossupressores
ou fototerapia não foram avaliadas. Nos estudos em doença de Crohn e colite ulcerativa, a segurança ou
eficácia de Stelara® não pareceram ser influenciadas com o uso concomitante de imunomoduladores [6-
mercaptopurina (6-MP), azatioprina (AZA), metotrexato (MTX)] ou corticosteroides. Deve-se ter cautela ao
se considerar o uso concomitante de agentes imunossupressores e Stelara® ou quando há transição a partir de
outros agentes biológicos.
Exposição infantil in utero
Stelara® pode passar para o seu leite materno em uma quantidade muito baixa. Se você usou Stelara®
enquanto estava grávida, avise seu médico antes do seu bebê receber qualquer vacina, incluindo vacinas
“vivas” (por exemplo vacina BCG, utilizada para prevenir tuberculose, vacina para rotavírus ou qualquer
outra vacina “viva”).
Imunoterapia
Stelara® não foi avaliado em pacientes que foram submetidos à imunoterapia para alergia. Stelara® pode
afetar a imunoterapia para alergia. Recomenda-se precaução em pacientes recebendo ou que tenham recebido
imunoterapia para doenças alérgicas, especialmente para anafilaxia.
Populações Especiais
Pacientes Pediátricos
Não foram conduzidos estudos específicos de Stelara® em pacientes pediátricos com doença de Crohn ou
colite ulcerativa.
Pacientes idosos
Dos 6710 pacientes expostos a Stelara®, um total de 353 tinha 65 anos ou mais (incluindo 58 pacientes com
doença de Crohn e 34 pacientes com colite ulcerativa). Não foram observadas diferenças importantes
relacionadas à idade na depuração ou no volume de distribuição em estudos clínicos. Embora, no geral, não
tenham sido observadas diferenças na segurança ou eficácia entre pacientes mais jovens e idosos e nos
estudos clínicos das indicações aprovadas, o número de pacientes com 65 anos ou mais não é suficiente para
determinar se eles respondem diferentemente dos pacientes mais jovens.
Insuficiência Hepática
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência hepática.
Insuficiência Renal
Não foram conduzidos estudos específicos em pacientes com insuficiência renal.
Gravidez, Amamentação e Fertilidade
Gravidez (Categoria B)
Não há evidências de teratogenicidade, malformações congênitas ou atrasos no desenvolvimento em estudos
com animais em exposições de até aproximadamente 150 vezes maiores em comparação à Cmáx após 4
injeções subcutâneas semanais de 90 mg ou até 21 vezes maiores em comparação às concentrações séricas
após 1h da administração IV de 6 mg/kg. Entretanto, os estudos de reprodução e desenvolvimento animal não
são sempre preditivos da resposta em humanos.
Os dados coletados de gestações após exposição ao Stelara®, incluindo mais de 450 gestações expostas
durante o primeiro trimestre, não indicam um risco aumentado de malformações congênitas importantes no
recém-nascido, aborto espontâneo ou resultados adversos nos bebês.
No entanto, a experiência clínica disponível é limitada. Como medida de precaução é preferível evitar a
utilização de Stelara® durante a gravidez. As mulheres em risco de engravidar deverão utilizar um método
contraceptivo durante o tratamento e até 15 semanas após o tratamento.
Stelara® deve ser administrado a mulheres grávidas somente se o benefício for claramente superior ao risco.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do
cirurgião-dentista.
Stelara® atravessa a placenta e foi detectado no sangue de bebês nascidos de pacientes do sexo feminino
tratados com Stelara® durante a gravidez. O impacto clínico disto é desconhecido, no entanto, o risco de
infecção em bebês expostos in utero ao Stelara® pode aumentar após o nascimento.
A administração de vacinas vivas (como a vacina BCG) a bebês expostos in utero ao Stelara® não é
recomendada durante seis meses após o nascimento ou até que os níveis séricos de Stelara® sejam
indetectáveis no bebê. Se houver um benefício clínico claro para o bebê, a administração de uma vacina viva
pode ser considerada mais cedo, se os níveis séricos de Stelara® no bebê forem indetectáveis.
Amamentação
Poucos dados da literatura sugerem que Stelara® é excretado no leite materno de humanos em uma
quantidade muito baixa. Não se sabe se Stelara® é absorvido sistemicamente após a ingestão. Devido ao
potencial de reações adversas em bebês em fase de amamentação com Stelara®, deve-se decidir entre
descontinuar a amamentação ou o medicamento.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da
lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Fertilidade
O efeito de Stelara® na fertilidade humana não foi avaliado. Em um estudo de toxicidade sobre a fertilidade
feminina conduzido em camundongos, nenhum efeito adverso sobre os parâmetros de fertilidade feminina foi
identificado.
Não é conhecido se Stelara® pode afetar o potencial reprodutivo.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Nenhum estudo quanto a efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas foi realizado.
Interações medicamentosas
Os efeitos da IL-12 ou IL-23 na regulação das enzimas CYP450 foram avaliados em um estudo in vitro
utilizando hepatócitos humanos, o qual demonstrou que a IL-12 e/ou a IL-23 em níveis de 10 ng/mL não
alteraram as atividades da enzima CYP450 humana (CYP1A2, 2B6, 2C9, 2C19, 2D6 ou 3A4). Resultados de
um estudo de fase 1 em indivíduos com doença de Crohn ativa sugerem que não são prováveis interações
medicamentosas clinicamente relevantes. Estes resultados não sugerem haver necessidade de ajustes de dose
em pacientes que estejam recebendo substratos de CYP450 concomitantemente.
Vacinas vivas não devem ser administradas concomitantemente a Stelara®.
Este medicamento pode aumentar o risco de infecções. Informe ao seu médico qualquer alteração no
seu estado de saúde.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Este medicamento pode aumentar o risco de sangramento em caso de dengue ou quando associado a
outros medicamentos que aumentem o efeito hemorrágico.
5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Armazenar em geladeira (de 2 °C a 8 °C). Não congelar. Não agitar.
Manter na embalagem original até o final do uso para proteger da luz.
Se necessário, a solução da infusão diluída de Stelara® pode ser armazenada por até quatro horas à
temperatura ambiente. Não congelar. Descartar qualquer porção não utilizada da solução para infusão.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto Físico
Stelara® 130 mg é fornecido como solução estéril em frasco-ampola de vidro para uso único. Stelara® não
contém conservantes. O frasco-ampola é fechado com um batoque revestido.
A solução é límpida, incolor a amarelo claro, com pH de aproximadamente 6,0.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe
alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Dosagem
Doença de Crohn e Colite Ulcerativa
A solução para infusão de Stelara® é destinada para o uso sob a orientação e supervisão de médicos com
experiência no diagnóstico e tratamento da Doença de Crohn e colite ulcerativa. Este só deve ser utilizado
para a dose de indução intravenosa.
O tratamento com Stelara® deve ser iniciado com uma única dose intravenosa com base no peso corporal. A
solução de infusão deve ser composta pelo número de frascos de Stelara® 130 mg como especificado na
Tabela 1.
O tratamento de manutenção subcutânea, deve ser iniciado 8 semanas após a administração da dose de
indução intravenosa. Para a posologia do regime subsequente de dosagem subcutânea, vide a bula de Stelara®
solução injetável em seringa pré-preenchida (uso subcutâneo).
Imunomoduladores e/ou corticosteroides podem ser continuados durante o tratamento com Stelara®. Em
pacientes que responderam ao tratamento com Stelara®, os corticosteroides podem ser reduzidos ou
descontinuados de acordo com o padrão de tratamento.
Para a doença de Crohn ou Colite Ulcerativa, se o tratamento for interrompido, a retomada do tratamento com
a dose subcutânea a cada 8 semanas é segura e eficaz.
Para a posologia e modo de usar via subcutânea, verificar a bula do medicamento com as apresentações
subcutâneas.
Instruções para uso, manipulação e descarte
- Administração por infusão intravenosa
Stelara® 130 mg frasco-ampola injetável deve ser utilizado apenas para infusão IV. A infusão intravenosa de
Stelara® deve ser administrada por profissionais de saúde qualificados.
- Instruções para a diluição de Stelara® 130 mg para infusão IV (Doença de Crohn e colite ulcerativa)
A solução de Stelara® 130 mg deve ser diluída e preparada para infusão intravenosa por um profissional de
saúde, utilizando técnica asséptica.
1) Calcular a dose e o número de frascos de Stelara® necessários com base no peso corpóreo do
paciente (vide Tabela 1). Cada 26 mL do frasco-ampola de Stelara® contém 130 mg de
ustequinumabe.
2) Retirar e em seguida descartar um volume da solução de 0,9% p/v de cloreto de sódio da bolsa de
infusão de 250 mL, igual ao volume de Stelara® a ser adicionado (descartar 26 mL de cloreto de
sódio para cada frasco-ampola de Stelara® necessário, para 2 frascos descartar 52 mL, para 3 frascos
descartar 78 mL, para 4 frascos descartar 104 mL). Alternativamente, uma bolsa de infusão de 250
mL contendo solução de cloreto de sódio a 0,45% p/v pode ser usado.
3) Retirar 26 mL de Stelara® de cada frasco-ampola necessário e adicioná-lo à bolsa de infusão de 250
mL. O volume final na bolsa de infusão deve ser de 250 mL. Misture delicadamente.
4) Inspecionar visualmente a solução diluída antes da administração. Não a utilize se observar
partículas opacas, descoloração ou partículas estranhas são observadas.
5) Administrar a solução diluída ao longo de um período de pelo menos uma hora. Uma vez diluída, a
solução para infusão pode ser armazenada por até quatro horas antes da infusão.
6) Utilizar apenas um equipo de infusão com um filtro em linha estéril, não pirogênico, de baixa ligação
às proteínas (tamanho de poro de 0,2 micrômetros).
7) Não infundir Stelara® concomitantemente a outros agentes pelo mesmo equipo de infusão
intravenosa.
8) Cada frasco-ampola é para uso único e qualquer medicamento não utilizado deve ser descartado de
maneira adequada.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você se esquecer de uma dose, contate seu médico. Não se recomenda o uso de dose duplicada para
compensar uma dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As reações adversas são apresentadas nesta seção. Reações adversas são eventos adversos que foram
considerados razoavelmente associados ao uso de ustequinumabe, com base na avaliação abrangente das
informações de eventos adversos disponíveis. Em casos individuais, uma relação causal com ustequinumabe
não pode ser estabelecida com confiança. Portanto, pelo fato de que os estudos clínicos são conduzidos em
condições amplamente variadas, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um
medicamento não podem ser comparadas com as taxas nos estudos clínicos de outros medicamentos e podem
não refletir as taxas observadas na prática clínica.
Experiência dos Estudos Clínicos em Pacientes com Psoríase e/ou Artrite Psoriásica, Doença de Crohn
e colite ulcerativa
Os dados de segurança descritos a seguir refletem a exposição ao Stelara® em 12 estudos fase 2 e fase 3, em
6710 pacientes (4135 pacientes com psoríase e/ou artrite posriásica e 1749 pacientes com doença de Crohn e
826 com colite ulcerativa nos estudos UC-1 e UC-2), com duração de exposição ao Stelara® apresentada na
tabela a seguir.
As reações adversas mais comuns (>5%) nos períodos controlados dos estudos clínicos de todas as indicações
de Stelara® foram nasofaringite e cefaleia (dor de cabeça). A maioria foi considerada leve e não necessitou
descontinuação do medicamento. O perfil de segurança global de Stelara® foi semelhante em pacientes com
em todas as indicações.
A seguir é apresentado um resumo das Reações Adversas dos estudos clínicos para todas as indicações. A
frequência dessas reações adversas foi baseada naquelas reações que ocorreram nos períodos iniciais
controlados dos estudos clínicos. As reações adversas são classificadas por frequência, conforme apresentado
a seguir:
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Infecções e infestações: infecção do trato respiratório superior, nasofaringite, sinusite.
Distúrbios do sistema nervoso: tontura, cefaleia.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: dor na orofaringe.
Distúrbios gastrintestinais: diarreia, náusea, vômitos.
Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo: prurido.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo: lombalgia (dor na região lombar), mialgia (dor
muscular), artralgia (dor nas articulações).
Distúrbios gerais e condições no local da administração: fadiga, eritema no local da aplicação (vermelhidão
na pele), dor no local da aplicação.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Infecções e infestações: celulite, infecção dentária, herpes zoster, infecção viral do trato respiratório superior,
infecção micótica vulvovaginal.
Distúrbios psiquiátricos: depressão.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: congestão nasal.
Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo: acne.
Distúrbios gerais e condições no local da administração: reações no local da aplicação (incluindo hemorragia,
hematoma, infiltração, inchaço e prurido), astenia (fraqueza).
Infecções
Em estudos controlados de pacientes de todas as indicações, incluindo doença de Crohn e colite ulcerativa, as
taxas de infecção ou infecção grave foram semelhantes entre os pacientes tratados com Stelara® e os tratados
com placebo. No período controlado por placebo dos estudos clínicos de pacientes de todas as indicações,
incluindo doença de Crohn e colite ulcerativa, a taxa de infecção foi de 1,36 por paciente-ano de
acompanhamento dos pacientes tratados com Stelara® e 1,34 por paciente-ano de acompanhamento dos
pacientes tratados com placebo. Infecções graves ocorreram nas taxas de 0,03 por paciente-ano de
acompanhamento nos pacientes tratados com Stelara® (30 infecções graves em 930 pacientes por anos de
acompanhamento) e 0,03 por paciente-ano de acompanhamento em pacientes tratados com placebo (15
infecções graves em 434 pacientes-anos de acompanhamento) (vide “Quais males este medicamento pode me
causar?”).
Nos períodos controlados e não controlados dos estudos clínicos de todas as indicações incluindo doença de
Crohn e colite ulcerativa, representando 15227 pacientes-anos expostos ao Stelara® vem 6710 pacientes, a
mediana de acompanhamento foi de 1,2 anos; sendo 1,7 anos para os estudos de doença psoriásica, 0,6 anos
para os estudos de doença de Crohn e 2,3 anos para os estudos de colite ulcerativa. A taxa de infecção foi de
0,85 por paciente-ano de acompanhamento nos pacientes tratados com Stelara®. A taxa de infecções graves
foi de 0,02 por paciente-ano de acompanhamento em pacientes tratados com o Stelara® (289 infecções graves
em 15227 pacientes-anos de acompanhamento) e incluiu pneumonia, abscesso anal, diverticulite, celulite,
gastroenterite e infecção viral.
Em estudos clínicos, os pacientes com tuberculose latente que foram tratados concomitantemente com a
isoniazida não desenvolveram tuberculose.
Malignidade
No período controlado dos estudos clínicos de todas as indicações, incluindo doença de Crohn e colite
ulcerativa, a incidência de malignidades, exceto câncer de pele não-melanoma, foi de 0,11 por 100 pacientesanos
de acompanhamento para os pacientes tratados com Stelara® (1 paciente em 929 pacientes-anos de
acompanhamento) em comparação a 0,23 por 100 pacientes-anos de acompanhamento para os pacientes
tratados com placebo (1 paciente em 434 pacientes-anos de acompanhamento).
A incidência de câncer de pele não-melanoma foi de 0,43 por 100 pacientes-anos de acompanhamento para os
pacientes tratados com Stelara® (4 pacientes em 929 pacientes-anos de acompanhamento) em comparação a
0,46 por 100 pacientes-anos de acompanhamento para os pacientes tratados com o placebo (2 pacientes em
433 pacientes-anos de acompanhamento).
Nos períodos controlados e não-controlados dos estudos clínicos de todas as indicações, incluindo doença de
Crohn e colite ulcerativa, representando 15205 pacientes-anos expostos ao Stelara® em 6710 pacientes, a
mediana de acompanhamento foi de 1,2 anos; sendo 1,7 anos para os estudos de doença psoriásica, 0,6 anos
para os estudos de doença de Crohn e 2,3 anos para estudos de colite ulcerativa. Malignidades, excluindo
cânceres de pele não-melanoma, foram relatadas em 76 pacientes de 15205 pacientes-anos de
acompanhamento (incidência de 0,50 por 100 pacientes-anos de acompanhamento para pacientes tratados
com Stelara®). A incidência de câncer de pele não-melanoma foi de 0,46 por 100 pacientes-anos de
acompanhamento para pacientes tratados com Stelara®. A incidência de malignidades reportada em pacientes
tratados com Stelara® foi comparável à incidência esperada na população geral [taxa de incidência
padronizada = 0,94 (intervalo de confiança de 95%: 0,73 - 1,18), ajustado para idade, sexo e raça]. As
malignidades mais frequentemente observadas, além de câncer de pele não-melanoma, foram de próstata,
melanoma, colo-retal, e de mama. A razão de pacientes com cânceres de pele de célula basal versus escamosa
(3:1) é comparável com a razão esperada na população geral (vide “Quais males este medicamento pode me
causar?”).
Reações de Hipersensibilidade e de Infusão
- Administração subcutânea
Durante os períodos controlados dos estudos clínicos de suporte para a formulação subcutânea de Stelara®,
erupção cutânea e urticária foram observadas cada uma em < 1% dos pacientes.
- Administração intravenosa
Nos estudos de indução intravenosa da doença de Crohn e colite ulcerativa, não foram relatados eventos de
anafilaxia ou outras reações graves à infusão. Nos estudos para doença de Crohn, 2,4% de 466 pacientes
tratados com placebo e 2,6% de 470 pacientes tratados com a dose recomendada de Stelara® relataram
eventos adversos que ocorreram durante ou uma hora após a infusão. Nos estudos para colite ulcerativa, 1,9%
de 319 pacientes tratados com placebo e 0,9% de 320 pacientes tratados com a dose recomendada de Stelara®
relataram eventos adversos que ocorreram durante ou uma hora após a infusão.
Imunogenicidade
Nos estudos clínicos de psoríase e outra doença, até 12,4% dos pacientes tratados com o Stelara®
desenvolveram anticorpos contra o ustequinumabe. Os pacientes positivos para anticorpos contra o
ustequinumabe tenderam a ter eficácia menor, entretanto, a positividade para anticorpos não impediu a
resposta clínica. A maioria dos pacientes que foram positivos para anticorpos contra ustequinumabe
apresentava anticorpos neutralizantes. Nos estudos clínicos da doença de Crohn e colite ulcerativa, 2,9% e
4,6% dos pacientes, respectivamente, desenvolveram anticorpos contra o ustequinumabe quando tratados com
ustequinumabe por aproximadamente 1 ano. Nenhuma correlação aparente entre o desenvolvimento de
anticorpos contra o ustequinumabe e as reações no local da aplicação foi observada.
Experiência pós-comercialização
As reações adversas descritas a seguir estão agrupadas por frequência.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sistema imune: reações de hipersensibilidade (incluindo erupção cutânea, urticária).
Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo: psoríase pustular.
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sistema imune: reações alérgicas graves (incluindo anafilaxia e angioedema).
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: alveolite alérgica, pneumonia eosinofílica.
Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo: psoríase eritrodérmica, vasculite de hipersensibilidade.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: pneumonia organizativa (vide “Reações de
hipersensibilidade sistêmica e respiratória”).
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo: pênfigoide bolhoso (doença autoimune cutânea crônica com bolhas
que podem causar coceiras na pele) e lúpus eritematoso cutâneo (um tipo de lúpus que causa lesões na pele).
OBS: A frequência de reação adversa pós-comercialização é derivada da porção controlada por placebo de 11
estudos clínicos se as mesmas fossem observadas nesses estudos. Em contrapartida, estimou-se que seriam
mais baixas do que certa frequência considerando a exposição nos 11 estudos clínicos nos quais a reação
adversa não foi observada.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo
uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as
pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado
corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu
médico.
9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA
DESTE MEDICAMENTO?
Doses únicas de até 6 mg/kg por via intravenosa foram administradas em estudos clínicos sem toxicidade
dose-limitante. No caso de superdosagem, recomenda-se que o paciente seja monitorado para quaisquer sinais
ou sintomas de efeitos ou reações adversas e que tratamento sintomático adequado seja instituído
imediatamente.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve
a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais
orientações.
USO RESTRITO A ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO.
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